Antes de mais nada é importante explicar por que separamos a indústria da moda da indústria do vestuário para discutir aspectos relacionados a pesquisa de tendências. Só assim é possível compreender como pesquisas profissionais acontecem, a sua temporalidade e as expectativas que os pesquisadores podem ter ao realiza-la, em termos da objetividade de seus resultados.
O tempo e as tendências
A indústria da moda é aquela que, além de vender roupas e acessórios (e hoje em dia um número infinito de objetos e experiências) ela possui “relevância cultural”. As pessoas que conhecem esse universo, sabem que por trás de cada produto, existe uma história, conceitos, linhas estéticas definidas, enfim, um conjunto de valores que a torna única. Cada marca é única e concorrentes são paralelos, não substituem marcas ou criadores adjascentes. Seria algo como dizer que Gucci, Dior ou Balenciaga, são necessários para o mundo.
Já a indústria do vestuário é aquela que vende roupas. Ela está focada em fazer produtos comerciais sem se importar demais em ser reconhecida por valores. Ela pode optar por se destacar pelo preço, pela modelagem e até pela “criatividade”, mas está sempre no risco de ser trocada por outra que surja, do nada, e ofereça os mesmos produtos de uma forma melhor. Elas são menos longevas e mais mutáveis, ou seja, não se prendem às suas origens ou raízes porque se movem conforme o mercado.
Sendo assim, enquanto a pesquisa de tendências para a indústria da moda é muito mais antecipada e inovadora, a indústria da roupa vai no mais seguro e é mais retardatária. Ela utiliza as informações profissionais de moda sempre comparando-se ou tentando se parecer com algo da indústria da moda é assim que ela atrai, algum (pequeno) valor, para seus produtos.
Mas embora essas diferenças sejam claras e se materializem nos processos de trabalho internos de cada tipo de negócio, não é verdade que o próprio mercado de roupas não pode ser também parte da moda. É o caso por exemplo de grandes negócios, como as marcas fast-fashion que, assim como a própria indústria da moda, também possuem “valores culturais” ligados ao consumo.
Já a indústria do vestuário é aquela que vende roupas. Ela está focada em fazer produtos comerciais sem se importar demais em ser reconhecida por valores. Ela pode optar por se destacar pelo preço, pela modelagem e até pela “criatividade”, mas está sempre no risco de ser trocada por outra que surja, do nada, e ofereça os mesmos produtos de uma forma melhor. Elas são menos longevas e mais mutáveis, ou seja, não se prendem às suas origens ou raízes porque se movem conforme o mercado.
Sendo assim, enquanto a pesquisa de tendências para a indústria da moda é muito mais antecipada e inovadora, a indústria da roupa vai no mais seguro e é mais retardatária. Ela utiliza as informações profissionais de moda sempre comparando-se ou tentando se parecer com algo da indústria da moda é assim que ela atrai, algum (pequeno) valor, para seus produtos.
Mas embora essas diferenças sejam claras e se materializem nos processos de trabalho internos de cada tipo de negócio, não é verdade que o próprio mercado de roupas não pode ser também parte da moda. É o caso por exemplo de grandes negócios, como as marcas fast-fashion que, assim como a própria indústria da moda, também possuem “valores culturais” ligados ao consumo.
