Em 1973, 15 fabricantes de seda de Lion, na França, decidiram criar um evento para fortalecer a indústria local. Organizaram, pela primeira vez, a Première Vision, que em tradução livre do francês, significaria algo como “primeira impressão ou observação de algo”. A PV acabou se tornando a principal feira de tendências de moda no mundo, lugar onde as indústrias mais significativas e os criadores mais audaciosos – e quem também quer chegar lá – se encontram duas vezes por ano.
Por que Feira de Tendências?
Cada vez mais, essa expressão tão comum deve ser questionada. Não porque tendências não existem mais, mas simplesmente porque temos que diferenciar a informação, a opinião ou a publicidade, da tendência.
O uso dessa descrição se popularizou no mercado de moda internacional entre os anos 1970 e 1990, porque vender a informação de moda se tornou um grande negócio. Explicando melhor: quando os fabricantes se reuniam para vender seus tecidos, eles não imaginavam que o que eles levariam para a PV seria vendido duas vezes: uma vez na forma de tecidos e outra, na forma de “informação”. Olha .... os fabricantes X, Y e Z estão lançando tais tecidos, com tais cores e as empresas estão comprando e portanto, daqui a um ano, esses tecidos estarão nas ruas. Nós, que não fomos à Première Vision, temos que ter algo parecido também.
Pronto! Estava estabelecida uma lógica que ultrapassava a ideia de um grande supermercado de tecidos cujos produtos eram o que cada fabricante vendia – primeiro quinze, hoje, muitas centenas -, para que a Première Vision, com seu acesso antecipado a esses materiais, se transformasse em um lugar que também vendia informação de moda e, portanto, informação sobre tendências.
E isso funcionou durante bastante tempo porque no mundo analógico, era necessário estar presente fisicamente para ter essas informações ou pagar alguém para que levasse a informação de Paris até o seu negócio, estivesse ele no Brasil ou em qualquer outro lugar. Agora, com a comunicação em tempo real e um acesso pessoal às ferramentas de difusão de informação, não só ficou fácil e barato transmitir a informação, como qualquer um pode tornar-se um “pesquisador de tendências.” Será? Este é assunto para uma próxima oportunidade...
O uso dessa descrição se popularizou no mercado de moda internacional entre os anos 1970 e 1990, porque vender a informação de moda se tornou um grande negócio. Explicando melhor: quando os fabricantes se reuniam para vender seus tecidos, eles não imaginavam que o que eles levariam para a PV seria vendido duas vezes: uma vez na forma de tecidos e outra, na forma de “informação”. Olha .... os fabricantes X, Y e Z estão lançando tais tecidos, com tais cores e as empresas estão comprando e portanto, daqui a um ano, esses tecidos estarão nas ruas. Nós, que não fomos à Première Vision, temos que ter algo parecido também.
Pronto! Estava estabelecida uma lógica que ultrapassava a ideia de um grande supermercado de tecidos cujos produtos eram o que cada fabricante vendia – primeiro quinze, hoje, muitas centenas -, para que a Première Vision, com seu acesso antecipado a esses materiais, se transformasse em um lugar que também vendia informação de moda e, portanto, informação sobre tendências.
E isso funcionou durante bastante tempo porque no mundo analógico, era necessário estar presente fisicamente para ter essas informações ou pagar alguém para que levasse a informação de Paris até o seu negócio, estivesse ele no Brasil ou em qualquer outro lugar. Agora, com a comunicação em tempo real e um acesso pessoal às ferramentas de difusão de informação, não só ficou fácil e barato transmitir a informação, como qualquer um pode tornar-se um “pesquisador de tendências.” Será? Este é assunto para uma próxima oportunidade...
As tendências na Première Vision hoje
